sexta-feira, abril 18, 2008

 

E pluribus unum...

Após um dia de introspecção para que as emoções não toldassem o raciocínio, vou hoje opinar sobre a situação do meu clube…

Como é que foi possível que um clube sinónimo de vitória se tenha transformado numa pálida imagem do que era…

A minha opinião é que a situação actual, mais do que se dever a factores exógenos (que também influenciaram), deve-se principalmente a uma política continuada de tiros no próprio pé que tem vindo a ser seguida nos últimos anos…

As vitórias mais celebradas são aquelas conseguidas contra o Glorioso… as derrotas do Glorioso são celebradas pelos adeptos dos outros clubes… o nome do Glorioso é o único entoado pelas claques organizadas dos outros clubes em cânticos ordinários, mesmo nos jogos em que o Glorioso não participa…

É o preço de ser Grande... mas esse capital tem vindo a ser desbaratado nos últimos anos…

A política desportiva tem sido vergonhosa… prescinde-se de jogadores de qualidade com provas dadas… contratam-se jogadores duvidosos… não se acautelam atempadamente processos de renovação dos jogadores… permite-se que um treinador planeie uma época para depois o dispensar na primeira jornada… o director desportivo é um jogador que ainda faz parte do plantel…

Não existe uma blindagem do plantel e da equipa técnica… tudo se sabe na imprensa… as contratações que se procuram efectuar… as conversas do balneário… os dirigentes querem protagonismo e falam demais… alguns adeptos supostamente colunáveis aparecem sempre nos momentos menos bons procurando alguns minutos de fama à custa do clube…

O presidente, que a nível empresarial e de infra-estruturas tem feito um trabalho meritório, é um fala barato que não mede aquilo que diz… fala quando não deve e quando deve falar mantém-se calado… não tem sensibilidade para o mundo do futebol, mas teima em insistir, fracasso, após fracasso…

Estes focos todos de instabilidade resultam numa equipa com medo, sem atitude, sem confiança e que se deixa desanimar e derrubar à mínima contrariedade… porque é a jogar sem medo, com atitude, com confiança e preparado para reagir e lutar contra as adversidades que permite que não se percam jogos em que só falta o árbitro estar vestido com as cores do adversário e marcar ele os golos… que permite que expulsões fabricadas, golos a favor mal anulados, golos contra obtidos irregularmente, penalidades contra inventadas, penalidades a favor sem serem sancionadas sejam ultrapassados com vitórias…

O Glorioso tem de romper esta espiral de autodestruição em que se meteu… só assim será possível vencer em todos os campos, mesmo naquele em que regista nos últimos 20 anos o dobro das expulsões de seus jogadores em comparação com os 80 anos anteriores…

O caminho não será fácil… mas existe uma base que pode ser uma grande ajuda para esta tarefa… o Glorioso ainda é o clube com mais adeptos… estamos a falar do clube com mais sócios… o clube que maiores audiências obtém nas televisões e o que mais jornais vende…

As vitórias voltarão... basta deixar de continuar a dar tiros no próprio pé…

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sexta-feira, fevereiro 29, 2008

 

Antagonismos...

A semana em que se festejou o 104º aniversário do Glorioso Sport Lisboa e Benfica ficou triste com a notícia da morte de mais um símbolo deste grande clube…

Quando era mais novo comecei a aprender a gostar de outros desportos que não só o futebol… foi assim que nas tardes de futebol foram entrando os jogos do andebol e do voleibol no pavilhão Borges Coutinho e do hóquei em patins e do basquetebol no antigo pavilhão nº2 da Luz…

A maior parte da minha geração descobriu e começou a gostar de basquetebol com o Larry Bird, o Magic Johnson ou o Michael Jordan… eu gosto de basquetebol por causa dos jogos a que assisti no antigo pavilhão n.º2 da Luz…

Era um dream team à nossa escala, que ganhava tudo o que havia para ganhar no nosso país e que conseguiu surpreender as melhores formações da Europa nas competições internacionais… o cinco composto por Carlos Lisboa, Henrique Vieira, Jean Jacques, José Carlos Guimarães e Mike Plowden…

Os poderosos Real Madrid, Juventude Badalona ou Panathinaikos (com a estrela da NBA Dominic Wilkins...) entre outros foram derrotados naquele pavilhão…

Eram poucos os que resistiam ao jogo pautado e controlado pelo Henrique Vieira… aos triplos consecutivos impossíveis do Carlos Lisboa… aos afundanços vigorosos do Jean Jacques… aos roubos de bola matreiros do José Carlos Guimarães… e ao Mike Plowden…

Mike Plowden era assim, não sobressaía… os outros faziam mais assistências, mais pontos, ganhavam mais ressaltos e faziam mais roubos de bola… era um daqueles jogadores certinhos que não sabem jogar mal… a sua imagem de marca era o cumprimento individual em que desejava boa sorte no início de qualquer jogo aos seus adversários e aos árbitros…

Foi um homem que se naturalizou português e representou o nosso país… não o fez por interesse como tantos outros mais recentes, mas porque adoptou o nosso país como sendo dele… aqui desenvolveu a sua profissão, fez amigos, casou e constituiu família... morreu aos 49 anos enquanto ministrava um treino de basquetebol à equipa onde joga o filho… perdeu-se uma das grandes referências do basquetebol encarnado e português…

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terça-feira, setembro 18, 2007

 

Filho de uma ganda put....

Sábado... duas horas e picos de caminho até à barragem do alqueva... um bocado de trânsito em évora por causa do portugal air show... lá chegados rápida apreciação do enquadramento paisagístico porque eram quase horas de almoço...

Viagem rápida até mourão... vilarejo simpático onde se almoçou principiscamente no restaurante a chaminé... regresso à barragem para tirar as fotos da praxe e efectuar uma visita guiada á mesma... trovoada enquanto estamos dentro de uma das maiores barragens portuguesas... sim, a barragem do alqueva não é a maior do nosso país... nem sequer é aquela que produz mais energia... mas é a que origina o maior lago artificial da europa...

Após a visita, que aconselho e da qual voltarei a falar para partilhar com vocês algumas curiosidades, regresso a lisboa... encontro marcado para o estádio do glorioso para assistir ao benfica - naval...

Chegada a telheiras onde costumo estacionar a viatura... confusão tremenda... quem é que me manda esquecer que se está a realizar a feira da luz... mas sorte tremenda... surge um lugar... carro estacionado em menos de nada...

Entrada no estádio... jogo corre bem... três golos num jogo sem muita história... regresso a casa... o culminar de um belo dia que começa com um bonito passeio e termina com uma vitória no estádio do glorioso...

Errado... tudo porque houve um cabrão, filho de uma ganda puta que me fez o favor de partir o parachoques da frente... não sei se roubei o lugar a alguém (se o fiz, não reparei nem ninguém se queixou...), se estava lá algum arrumador ao qual não dei moedinha (se estava devia estar bem escondidinho porque não veio ter comigo) ou se simplesmente foi algum cornudo que me viu sair do carro de cachecol na mão...

Fosse quem fosse, fez o favor de colocar o pézinho em cima de uma entrada de ar do meu parachoques quebrando-o e partindo todos os apoios do mesmo à carroçaria... do fundo do coração, desejo a este filho da puta um encontro com uma equipa de rugby das ilhas samoa (suplentes incluídos!), cada um com um pau do tamanho de um carvalho centenário e que o sodomizem à força sem utilizar qualquer lubrificante... faço ainda sinceros votos para que este filho de uma ganda puta só se possa voltar a sentar lá por alturas do natal...

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